Numa freguesia do concelho de Faro, com décadas de atraso, hoje estralejam foguetes porque a àgua chega às torneiras das casas e o saneamento básico torna-se uma realidade. E em minha casa?! E na casa dos meus vizinhos?! E nas casas dos meus conterrâneos desta freguesia, com estatuto de vila, de Nespereira, Cinfães?! Numa terra em que, em muitos dias, não se pode estar junto a um bloco de apartamentos e ainda um café ejá teve um balcão de um banco; numa terra em que não se pode estar junto a outro bloco de apartamentos e lojas comerciais, que as fossas sépticas transbordam, deixando no chão os efluentes que as pessoas pisam e no ar o inevitável e consequente cheiro nauseabundo;numa terra em que uma escola e uma instituição de solidariedade social não podem funcionar por falta do dito saneamento básico; numa terra assim, pese embora algumas obras que se fizeram - uma delas mais valia ter deixado tudo como estava - que seria injusto não valorizar, não se pode esperar que desenvolva mais e está décadas atrasada.
É hipocrisia, é bairrismo saloio, é demagogia, dizer que a freguesia está óptima, é maravilhosa. È mentira. Bem gostava que não fosse.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
BURROS
O burro, animal irracional, “burro-de-carga” é um animal de ar meigo, humilde, parecendo consciente da sua condição. O “homem-burro” pode também ser isso tudo e despertar até simpatia se for dotado da humildade do dito animal e for consciente da sua condição. Todavia, estraga tudo, quando, num assomo de vaidade, se julga cavalo e não burro e em vez dos naturais zurros, ensaia uns ridículos relinchos.
Há tantos por aí!...
Há tantos por aí!...
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
PENSAMENTO
PENSAMENTO
Num determinado período desta última noite, em que Morfeu me deixou cair de seus braços – convenhamos que nesta fase da vida já acontece frequentemente – e fiquei, por ali, estendido no leito, a pensar na “porca” de vida que os políticos me arranjaram e a milhões de portugueses, alguns bem pior do que eu. Na catadupa de pensamentos, repentinamente surge-me este: É bem provável que tão breve, infelizmente, não tenhamos solução, mas temos que pensar, senão no curto, pelo menos no médio e longo prazo, para protegermos os nossos filhos e netos. Com isto na mente, lembrei-me que, dado o entusiasmo que o governo incita à emigração, deveria criar um programa especial de incentivo à emigração de todas as prostitutas para que tivéssemos alguma garantia de que não seriam os seus filhos que nos viriam a governar e a ocupar todos os altos cargos políticos e centros de decisão.
Bom, esta não me ocorreu, nem a aceitaria, mas a uma corja de políticos que ao respeito pelos direitos humanos dá tratos de polé, não quisessem continuar a ser eles os “donos do mundo”, não lhes repugnaria mandá-las castrar.
Num determinado período desta última noite, em que Morfeu me deixou cair de seus braços – convenhamos que nesta fase da vida já acontece frequentemente – e fiquei, por ali, estendido no leito, a pensar na “porca” de vida que os políticos me arranjaram e a milhões de portugueses, alguns bem pior do que eu. Na catadupa de pensamentos, repentinamente surge-me este: É bem provável que tão breve, infelizmente, não tenhamos solução, mas temos que pensar, senão no curto, pelo menos no médio e longo prazo, para protegermos os nossos filhos e netos. Com isto na mente, lembrei-me que, dado o entusiasmo que o governo incita à emigração, deveria criar um programa especial de incentivo à emigração de todas as prostitutas para que tivéssemos alguma garantia de que não seriam os seus filhos que nos viriam a governar e a ocupar todos os altos cargos políticos e centros de decisão.
Bom, esta não me ocorreu, nem a aceitaria, mas a uma corja de políticos que ao respeito pelos direitos humanos dá tratos de polé, não quisessem continuar a ser eles os “donos do mundo”, não lhes repugnaria mandá-las castrar.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Ena, tantos...
O ministro Macedo (MAI) ufana-se de que não há memória de haver um incêndio, em Portugal, combatido por tantos operacionais, como foi o do Algarve. Com muitos mais anos e uma ligação muito mais forte à problemática dos incêndios florestais, concordo plenamente. Mas há a memória, em mim e muitos outros que estão ou passaram pelas fileiras dos BOMBEIROS, e não tenho qualquer dúvida na afirmação, que...já foram combatidos maiores incêndios, em circunstâncias bem mais difíceis, com muito menos operacionais, muito menos meios, mas muito mais eficácia e, consequentemente, muito menos destruição, muito menos prejuizos.
Esta falta de eficácia tem vindo a verificar-se (será mera coincidência?!) depois que quiseram subalternizar a estrutura BOMBEIROS, dando protagonismo à Protecção Civil. Muitos se recordam, e, provavelmente, eu, por motivos conhecidos, mais que quaisquer outros, da exibição de protagonismo da Protecção Civil e outros) nas operações na Tragédia de Entre-os-Rios. Uns exibiam-se, os BOMBEIROS trabalhavam. Infelizmente, ninguém aprendeu nada. Nem o actual presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) que por lá andou em funções "policiais".
O que é necessário é que os operacionais e meios estejam no local certo, à hora certa e que cada qual, sobretudo quem comanda e coordena, para além da missão que deve ter bem definida, seja capaz de, no momento exacto, sem hesitações, ainda que contrariando regras ou normas, mas usando de bom-senso, tomar as decisões adequadas que respondam aos incidentes que frequentemente surpreendem num incêndio florestal.
Em muitos casos, muitas pessoas e muitos meios são mais motivo de estorvo do que de ajuda.
Cada qual que tire as ilações que quiser ou puder.
Esta falta de eficácia tem vindo a verificar-se (será mera coincidência?!) depois que quiseram subalternizar a estrutura BOMBEIROS, dando protagonismo à Protecção Civil. Muitos se recordam, e, provavelmente, eu, por motivos conhecidos, mais que quaisquer outros, da exibição de protagonismo da Protecção Civil e outros) nas operações na Tragédia de Entre-os-Rios. Uns exibiam-se, os BOMBEIROS trabalhavam. Infelizmente, ninguém aprendeu nada. Nem o actual presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) que por lá andou em funções "policiais".
O que é necessário é que os operacionais e meios estejam no local certo, à hora certa e que cada qual, sobretudo quem comanda e coordena, para além da missão que deve ter bem definida, seja capaz de, no momento exacto, sem hesitações, ainda que contrariando regras ou normas, mas usando de bom-senso, tomar as decisões adequadas que respondam aos incidentes que frequentemente surpreendem num incêndio florestal.
Em muitos casos, muitas pessoas e muitos meios são mais motivo de estorvo do que de ajuda.
Cada qual que tire as ilações que quiser ou puder.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
CHOCADOS
Andam muito chocados, alguns ministros e outras figuras do PSD – e também do CDS – com as palavras de D. Januário Torgal Ferreira. Curioso que já Salazar e os seus prosélitos se chocaram com as palavras certas de D. António Ferreira Gomes, de quem D. Januário foi discípulo, a ponto de o enviarem para o exílio. Ainda não estamos exactamente no ponto de estes fazerem o mesmo, senão não hesitariam em seguir o mesmo caminho.
Marques Guedes até chama “insultos” às acusações do Bispo das Forças Armadas. Mas, desde quando é que dizer, com verdade, o que se pensa, é insulto?! Bem me parecia que este regime governado e apoiado, salvo raras excepções, por saudosistas do 24 de Abril, embora poucos o assumam por hipocrisia ou interesses eleitorais, já só é um arremedo de democracia.
Seria estranho, se não fossem minimamente conhecidos, que se preocupem com o que o Bispo recebe – que não foi ele que decretou – e não se lhes conheça uma palavra sobre o “bando” de “boys” incompetentes e desnecessários que metem na “gamela” do poder a auferir salários chorudos e…abonos suplementares. Isto para não falar da corja de ladrões, burlões, corruptos e até alegados assassinos que integraram ou integram as suas fileiras, alguns em lugares de destaque.
Marques Guedes até chama “insultos” às acusações do Bispo das Forças Armadas. Mas, desde quando é que dizer, com verdade, o que se pensa, é insulto?! Bem me parecia que este regime governado e apoiado, salvo raras excepções, por saudosistas do 24 de Abril, embora poucos o assumam por hipocrisia ou interesses eleitorais, já só é um arremedo de democracia.
Seria estranho, se não fossem minimamente conhecidos, que se preocupem com o que o Bispo recebe – que não foi ele que decretou – e não se lhes conheça uma palavra sobre o “bando” de “boys” incompetentes e desnecessários que metem na “gamela” do poder a auferir salários chorudos e…abonos suplementares. Isto para não falar da corja de ladrões, burlões, corruptos e até alegados assassinos que integraram ou integram as suas fileiras, alguns em lugares de destaque.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Cantai lavradores, cantai...
Cantai lavradores, cantai…
Folgai lavradores, folgai…que, com o apoio que o governo, pela voz do “cara-de-fome” do ministro Mota Soares, que sempre e só aparece quando julga que tem – mas não tem - uma boa notícia para dar, anunciou, ao melhor estilo da propaganda salazarista-marcelista, a vossa vida há-de melhorar muito! Ora vejam lá: Vão ser disponibilizados 31 milhões de euros para apoiar 29 000 trabalhadores agrícolas e 10 000 produtores. Segundo a matemática do meu tempo e, estatisticamente, significa que dá cerca de 795 Euros por pessoa. Uma fortuna, realmente. Mas há mais. È que dos 31 milhões, 25 milhões serão recuperados pelo governo em 2013, os que estão destinados aos trabalhadores. Os outros 6 milhões serão para os produtores e respectivas esposas.
Motivos mais do que suficientes para tanta propaganda e para que os nossos agricultores fiquem felizes. Em 2013, haja seca, geada negra ou tempestade, há que devolver o dinheirinho. Haja paciência!
Folgai lavradores, folgai…que, com o apoio que o governo, pela voz do “cara-de-fome” do ministro Mota Soares, que sempre e só aparece quando julga que tem – mas não tem - uma boa notícia para dar, anunciou, ao melhor estilo da propaganda salazarista-marcelista, a vossa vida há-de melhorar muito! Ora vejam lá: Vão ser disponibilizados 31 milhões de euros para apoiar 29 000 trabalhadores agrícolas e 10 000 produtores. Segundo a matemática do meu tempo e, estatisticamente, significa que dá cerca de 795 Euros por pessoa. Uma fortuna, realmente. Mas há mais. È que dos 31 milhões, 25 milhões serão recuperados pelo governo em 2013, os que estão destinados aos trabalhadores. Os outros 6 milhões serão para os produtores e respectivas esposas.
Motivos mais do que suficientes para tanta propaganda e para que os nossos agricultores fiquem felizes. Em 2013, haja seca, geada negra ou tempestade, há que devolver o dinheirinho. Haja paciência!
quinta-feira, 7 de junho de 2012
As bacoradas de Passos Coelho
Passos Coelho afirmou: “o povo português tem sido extremamente paciente na forma como enfrentou – enfrentou? Já não enfrenta?! – as dificuldades, incluindo o desemprego”.
Decididamente, Passos Coelho não conhece o povo do seu país, não imagina quanta impaciência, quanta dor, quanto sofrimento se acolhem em milhares e milhares de famílias portuguesas ou é um hipócrita sem vergonha. Talvez as duas coisas. O que os portugueses são é demasiado pacíficos. Até ver.
Para não falar agora noutros “crimes”, questionemo-nos apenas como é que os portugueses a quem sacaram o subsídio de férias e o 13.º mês se sentem quando sabem que há uma corja que vive à sombra protectora dos ministros, à custa do erário público, muitos sem quaisquer méritos reconhecidos, e recebem dois meses de abono suplementar, que é como quem diz subsídios de férias e de Natal? Muita transparência!
Compreensível o choque que sofreu D. Januário Torgal Ferreira, o bispo das Forças Armadas e assertiva a sua revolta expressa na afirmação de que as palavras de Passos Coelho configuram um agradecimento a um povo “tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico”.
Pobres portugueses que têm ao seu leme, gente – gente?! – que os trata assim!!
Decididamente, Passos Coelho não conhece o povo do seu país, não imagina quanta impaciência, quanta dor, quanto sofrimento se acolhem em milhares e milhares de famílias portuguesas ou é um hipócrita sem vergonha. Talvez as duas coisas. O que os portugueses são é demasiado pacíficos. Até ver.
Para não falar agora noutros “crimes”, questionemo-nos apenas como é que os portugueses a quem sacaram o subsídio de férias e o 13.º mês se sentem quando sabem que há uma corja que vive à sombra protectora dos ministros, à custa do erário público, muitos sem quaisquer méritos reconhecidos, e recebem dois meses de abono suplementar, que é como quem diz subsídios de férias e de Natal? Muita transparência!
Compreensível o choque que sofreu D. Januário Torgal Ferreira, o bispo das Forças Armadas e assertiva a sua revolta expressa na afirmação de que as palavras de Passos Coelho configuram um agradecimento a um povo “tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico”.
Pobres portugueses que têm ao seu leme, gente – gente?! – que os trata assim!!
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